
Ouço cada vez mais essa pergunta.
Nesta semana, ela veio de um empresário do setor imobiliário.
Naquele caso, a conversa sobre um FIDC faz todo o sentido, porque a empresa já movimenta uma operação de crédito dentro do próprio ecossistema.
Fornecedores e prestadores de serviço antecipam seus recebíveis para fazer caixa.
Mas a receita gerada pela antecipação fica com o banco, e não com quem conhece o risco de perto.
Ou seja, boa parte do valor dessa operação já nasce dentro da empresa, mas termina fora dela.
Quando essa lógica fica clara, o FIDC deixa de ser uma estrutura distante e passa a ser uma possibilidade concreta.
Muita gente ainda enxerga essa estrutura como algo reservado às grandes empresas ou como uma engenharia financeira complexa.
A realidade é que um FIDC bem estruturado permite que a empresa financie o próprio ecossistema.
Isso pode criar uma nova fonte de receita, reduzir a dependência dos bancos e, com o tempo, construir um histórico capaz de abrir as portas do mercado de capitais.
Essa arquitetura também pode trazer mais eficiência tributária, fortalecer a governança e criar uma base sólida para escalar a operação com mais segurança.
A pergunta, então, passa a ser outra:
Por que continuar terceirizando uma operação que o seu próprio negócio conhece melhor do que qualquer banco?
O que está crescendo não é apenas o número de FIDCs.
É o número de empresas que perceberam que podem financiar, organizar e desenvolver o próprio ecossistema.
